25 dezembro 2017

Black Christmas

A locomotiva 2017 aproxima-se do seu destino, o ritmo abranda apenas para a habitual paragem na época natalícia. Onde celebramos o aniversário do Redentor,  mais um ano em que Este aceita apenas o abraço do distinto Judas, não fosse esse menino um beijoqueiro não celebraríamos triste traição que tão bem nos sabe, nem haveria herpes nos dias de hoje.

Um ano que termina sem se destacar dos outros, a não ser pelo Sarvador que ama pelos dois ou pela nova organização da Récita em que se canta por dois mas não amamos. E vemos desejos da AAUM gravados em propaganda para eleições viciadas, contudo, não vemos as actuações gravadas nos desejos da AAUM. Em verdade, tivémos acesso a alguns desejos de Natal da AAUM benéficos para a culinária e gastronomia em geral, que só uma cozinha nova proporciona; a escolha prende-se com a falta  de espaço debaixo da mesa para novos tachos.

Descobrimos, também, os desejos de outras personalidades, por exemplo, Tonald Drump pediu dois seguranças do Urban e o Mustafa rei dos kebabs para o defenderem do Kim João "olhos em bico" Um. Por sua vez o Presidente Martelo pediu uma selfie com um governo PSD sem o #PagaSantana.

Nesta época de amor e partilha, a OPUM DEI aposta o éter todo da Cairense em como concretizará os desejos daquelas que necessitam de Carícias Natalícias. Não aceitem as meias de prenda, os Profetas aquecerão os vossos pézinhos.

16 dezembro 2017

Opiário nº2

No dia de ontem, lançámos o Opiário nº2, de Dezembro.

Foi distribuído pelos bares, biblioteca e salas 24 em Gualtar. Infelizmente, fazendo parte da lista vencedora* das eleições diversos elementos que vivem e/ou estudam em Guimarães, estamos a ser confrontados com uma forte censura em Azurém, que iremos combater, ficando a distribuição do Opiário concretizada na próxima segunda-feira.

O segundo número inclui:

  • Um ESCÂNDALO!
  • Uma crítica ao novo Calendário Solidário
  • Opumdette Dezembro 2017
Para fazerem download da versão digital, cliquem aqui ou então vejam as duas páginas deste Opiário abaixo.

*Como poderão verificar no jornal, a credibilidade desta vitória é duvidosa.


04 dezembro 2017

Opiário nº1

O lançamento do primeiro Opiário aconteceu na passada quinta-feira, dia 30 de Novembro, a horas da OPUM DEI subir a palco na récita do 1º de Dezembro. Foi distribuído, em Gualtar, pelos bares e restaurantes, nos CPs, na BGUM e na cantina; e, em Azurém, pelos bares, na Nave, na cantina e na Escola de Engenharia.

Este projecto veio pela primeira vez à luz em 2010 e permaneceu até 2012, num modelo bastante semelhante ao que trazemos até vós.

Esta primeira edição inclui:
  • Um ESCÂNDALO!
  • "Guia do Caloiro"
  • Entrevista ao Profeta Fundador Meneses Machado
  • OpumDette Novembro 2017
  • Horóscopo e jogo Proféticos
Podem fazer download da versão digital aqui ou ver as quatro páginas do jornal mais abaixo. Se já leram o Opiário mas vieram aqui para saber o que os Profetas têm a dizer sobre mamas, podem encontrar o post aqui.





14 novembro 2017

O verão de Profeta Martinho


Eis que vos contamos hoje a lenda do Profeta Martinho, celebrado a 11 de Novembro. Faz muitos anos que, numa madrugada chuvosa de quinta-feira, em que o Sol insistia em não aparecer, e ainda ressacado da boémia da noite findada, o Profeta Martinho abrigou-se no Chibaria. Consolou-se com pãezinhos de queijo e chouriço, pois de estômago cheio aguenta-se melhor o frio. E são mesmo bons.

Ora, prestes a finalizar a refeição, o Profeta lembrou-se que estacionou a sua equídea viatura quadrúpede em local distante. Eram sete e vinte e Martinho tinha uma consulta no médico às oito, portanto engoliu os dois pãezinhos que restavam e pôs pés ao caminho.

Coberto sob um manto roxo, o Martinho enfrentou a chuva impiedosa. No caminho, ouviu uma voz chamá-lo. Uma voz grave e rouca. Lá vem o Tinoco, pensou. Começou à procura de trocos no bolso, pois os bons valores cristãos o tinham ensinado a partilhar. De repente, uma mão agarrou-lhe o braço. Era uma mão feminina.  Levantou os olhos do bolso e percebeu então que era, afinal, uma  bela jovem de rouca voz. Os seus sedosos cabelos e roupas estavam encharcados, o seu semblante grave e triste. “Ai esta chuva! Tenho tanto frio… Estou tão molhada…” – queixou-se. O Profeta, sempre sábio, respondeu-lhe: “Não temas, menina, pois o Sol em breve virá para iluminar os teus passos.”. Sucede que o Profeta Martinho tinha visto no site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, no dia anterior, que às oito da manhã o céu estaria aberto, vento fraco com direção para sudoeste. Generoso, colocou o seu manto sobre a rapariga e esperou com ela pelo bom tempo. A jovem, carente de calor, agarrou-se ao Profeta.

Os minutos passavam e a estrela solar teimava em não revelar-se. “Raios parta a metereologia, falha mais que os autocarros da AAUM”, pensou. Passado cerca de meia hora, impaciente, o Profeta desistiu. Telefonou ao centro de saúde a cancelar a consulta e convidou a rapariga para o acompanhar até casa. À chegada, disse-lhe: “tiras as tuas vestes, não prometo que fiques menos molhada mas hoje serei o teu sol”. E, assim, ambos se aqueceram no leito profético. A jovem saiu da casa do Profeta profundamente agradecida e a todos contou o milagre que tinha presenciado: “o Profeta trouxe o Sol e o verão, aqueceu-me o coração! Olhai este homem, possuidor de milagrosos poderes!”. As amigas ficaram impressionadas e, invejosas, comentavam entre si quando a rapariga não estava.

Nos próximos anos, muitas foram as que imploraram pelo Sol do Profeta Martinho e foram brindadas com o mais intenso calor. Até que, um ano, o bom tempo surgiu mesmo em Novembro. Houve incêndios e o Profeta Martinho, famoso pelo seu Sol de outono, foi culpado da tragédia. Outrora um homem venerado pela plebe, foi apupado no seu julgamento e condenado à forca.

Moral da história: não deixes que circulem as tuas histórias e, acima de tudo, cuidado com o que desejas.